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Caldnazza, em absoluto o seu Blog de  cálculos e traçados  de caldeiraria.


 A caldeiraria é um ofício muito antigo. Ao longo das eras sempre houve artífices envolvidos em manipular o ferro, seja na mesopotâmia, no Egito, Grécia e Roma antiga, apenas para citar algumas das regiões e civilizações. Durante a idade média surgiu a necessidade de regulamentar o processo produtivo e artesanal, nascia então as corporações de ofício, e a latoaria precursora da caldeiraria estava entre elas. Durante a revolução industrial e em especial na época em que construção de navios de madeira entrava em declínio e ascendia o metal como matéria prima, a Caldeiraria se firmou como profissão. E muitos que fabricavam estes navios de metal também passaram a produzir as caldeiras a vapor destes e mais tarde as caldeiras das indústrias que estavam em expansão. Talvez seja esta a origem do termo caldeireiro. 


Mas mesmo que o termo esteja relacionado as caldeiras a vapor, engana-se quem pensa que o caldeireiro fabrica apenas caldeiras. O profissional caldeireiro atua nas mais diversas áreas e fabricando as mais variadas peças.


Neste Blog procuraremos facilitar a vida destes profissionais, por meio de dicas, planilhas, e vídeo aulas. Use e abuse dos downloads aqui disponíveis. Sinta-se a vontade para interagir mais e mais com este Blog.



Veja alguns dos assuntos   deste Blog:

Como fazer a leitura de um desenho isométrico. 

Como calcular o peso de material.

Calculando arco corda e flecha.

Saiba como usar os instrumentos de medição. 

Aprenda a usar a calculadora FX 82Ms.


Ajudas disponibilizadas no Blog:


Downloads de planilhas.


Fórmulas geométricas


Planilhas online.


Curiosidades


Vídeo aulas. 


Dicas.










Portanto, fique a vontade como já dito, para usar e abusar deste Blog. 

Dê sugestões para que ele cresça  e sirva de porto seguro para muitos que estejam iniciando a jornada como caldeireiro. 

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Cald'nazza



Esticando rosca helicoidal.

SHOW DE TRABALHO! Já esticou uma rosca desta forma?



 Mais:

Planilha online: 

 https://www.caldnazza.com/2012/02/planilhas-online-rosca-helicoidal.html#.YdDZncnMKiM


Esquerda ou direita?

https://www.caldnazza.com/p/dica-helicoide.html#.YdDZnsnMKiM

Nova planilha caldnazza

Olá amigos, depois de um tempo sem postagens novas volto à carga! E venho com novidades quentes!

As planilhas tem sido de ajuda a muitas pessoas e não é de hoje! Mas com o passar do tempo víamos a necessidade de trazer uma roupagem moderna e ao mesmo tempo funcional. Tanto que ela une tanto os cálculos para traçagem como as coordenadas para vetorização no CAD. Além do mais conta agora com divisões em 12,16,20 e 24 partes.

Veja a nova "cara" da planilha:






















Eu sou suspeito de falar, mas ficou um visual moderno. E sem falar na praticidade para edição. Apenas coloque os dados e a planilha faz o resto! São três botões: copiar coordenadas, ajuda  visualizar cálculos. Vamos dar uma olhada em cada um destes.

1 - Copiar coordenadas:

Você apenas com um clique consegue coordenadas para vetorizar a peça nos programas  CAD (AUTOCad, draftsight etc) sem demora de forma muito prática. 

2 - Ajuda:

Aqui está informações relevantes de como colar as coordenadas e configurar o PC se necessário.






3 - Visualizar cálculos:

Mas se você não trabalha com programas CAD e precisa traçar as peças, nesta página terá todas as informações necessárias para o desenvolvimento desta. Veja abaixo:






Pois bem, baixe e teste duas destas planilhas.Lembrando que as planilhas são em Excel. Mas se você não tem pacote Office da Microsoft instalado em seu computador, não tem problema, elas rodam muito bem no  Libre Office.

Retângulo para redondo excêntrico Baixar

Redução excêntrica Baixar

















Cald'nazza

Calculando o comprimento de peças curvadas

Se você pudesse pôr um pedaço de aço no microscópio, veria que ele é formado de cristais arrumados de forma geométrica. Quando esse tipo de material sofre qualquer deformação, como, por exemplo, quando são curvados, esses cristais mudam de forma, alongando-se ou comprimindo-se. É mais ou menos o que acontece com a palma de sua mão se você abri-la ou fechá-la. A pele se esticará ou se contrairá, dependendo do movimento que você fizer.

No caso de anéis, por causa dessa deformação, o diâmetro interno não pode ser usado como referência para o cálculo, porque a peça ficará menor do que o tamanho especificado. Pelo mesmo motivo, o diâmetro externo também não poderá ser usado, uma vez que a peça ficará maior do que o especificado. O que se usa, para fins de cálculo, é o que chamamos de linha neutra, que não sofre deformação quando a peça é curvada. A figura a seguir dá a ideia do que é essa linha neutra.




Mas como se determina a posição da linha neutra? É, parece que teremos mais um pequeno problema aqui. Em grandes empresas, essa linha é determinada por meio do que chamamos, em Mecânica, de um ensaio, isto é, um estudo do comportamento do material, realizado com o auxílio de equipamentos apropriados. No entanto, “sua” empresa é muito pequena e não possui esse tipo de equipamento.

O que você poderá fazer para encontrar a linha neutra do material e realizar a tarefa? A solução é fazer um cálculo aproximado pelo diâmetro médio do anel. Para achar essa média, você precisa apenas somar os valores do diâmetro externo e do diâmetro interno do anel e dividir o resultado por 2. Vamos tentar? Suponha que o desenho que você recebeu seja o seguinte.




Com as medidas do diâmetro interno e do diâmetro externo do desenho, você faz a soma:

100 + 80 = 180 mm
O resultado obtido, você divide por 2:
180 / 2 = 90 mm

O diâmetro médio é, portanto, de 90 mm.

Esse valor (90 mm) corresponde aproximadamente ao diâmetro da circunferência formada pela linha neutra, do qual você precisa para calcular a matéria-prima necessária. Como o comprimento do material para a fabricação do anel corresponde mais ou menos ao perímetro da circunferência formada pela linha média, o que você tem de fazer agora é achar o valor desse perímetro.

A fórmula para calcular o perímetro da circunferência é P = D / p, em que D é o diâmetro da circunferência e p é a constante igual a 3,14.

P = 90 x 3,14
P = 282,6 mm

Como você pôde observar no desenho, para a realização do trabalho, terá de usar uma chapa com 10 mm de espessura. Por causa da deformação que ocorrerá no material quando ele for curvado, muito provavelmente haverá necessidade de correção na medida obtida (282,6 mm).

Dica tecnológica:

Quando se trabalha com uma chapa de até 1 mm de espessura, não há necessidade de correção nessa medida, porque, neste caso, a linha neutra do material está bem próxima do diâmetro médio do anel.


Faça este exercício:



Peças curvadas semicirculares:

Você deve estar se perguntando o que deve fazer se as peças não apresentarem a circunferência completa. Por exemplo, como seria o cálculo para descobrir o comprimento do material para a peça que está no desenho a seguir?




O primeiro passo é analisar o desenho e descobrir quais os elementos geométricos contidos na figura. Você deve ver nela duas semicircunferências e dois segmentos de reta. Mas, se você está tendo dificuldade para “enxergar” esses elementos, vamos mostrá-los com o auxílio de linhas pontilhadas na figura abaixo.




Com as linhas pontilhadas dessa nova figura, formam-se duas circunferências absolutamente iguais. Isso significa que você pode fazer seus cálculos baseado apenas nas medidas de uma dessas circunferências. Como você tem a medida do raio dessa circunferência, basta calcular o seu perímetro e somar com o valor dos dois segmentos de reta.

Como estamos trabalhando com a medida do raio, lembre-se de que, para o cálculo do perímetro, você terá de usar a fórmula P = 2 p R.

Vamos ao cálculo:
P = 2 p R


Substituindo os valores:
P = 2 x 3,14 x 10
P = 6, 28 x 10
P = 62,8 mm

Por enquanto, temos apenas o valor das duas semicircunferências. Precisamos adicionar o valor dos dois segmentos de reta.

62,8 + 30 + 30 = 122,8 mm

Portanto, o comprimento do material necessário para a fabricação desse elo de corrente é aproximadamente 122,8 mm.


Outro exemplo:

Será que esgotamos todas as possibilidades desse tipo de cálculo? Provavelmente, não. Observe esta figura.




Nela temos um segmento de reta e uma circunferência que não está completa, ou seja, um arco. Como resolver esse problema? Como você já sabe, a primeira coisa a fazer é analisar a figura com cuidado para verificar todas as medidas que você tem à sua disposição.


Nesse caso, você tem: a espessura do material (6 mm), o comprimento do segmento de reta (50 mm), o raio interno do arco de circunferência (12 mm) e o valor do ângulo correspondente ao arco que se quer obter (340º). O passo seguinte é calcular o raio da linha média.

Esse valor é necessáriopara que você calcule o perímetro da circunferência. As medidas que você vai usar para esse cálculo são: o raio (12 mm) e a metade da espessura do material (3 mm). Esses dois valores são somados e você terá:

12 + 3 = 15 mm

Então, você calcula o perímetro da circunferência, aplicando a fórmula que já foi vista nesta aula.

P = 2 x 3,14 x 15 = 94,20 mm

Como você tem um arco e não toda a circunferência, o próximo passo é calcular quantos milímetros do arco correspondem a 1 grau da circunferência. Como a circunferência completa tem 360°, divide-se o valor do perímetro (94,20 mm) por 360.

94,20 / 360 = 0,26166 mm

Agora você tem de calcular a medida em milímetros do arco de 340º. Para chegar a esse resultado, multiplica-se 0,26166 mm, que é o valor correspondente para cada grau do arco, por 340, que é o ângulo correspondente ao arco. 0,26166 x 340 = 88,96 mm Por último, você adiciona o valor do segmento de reta (50 mm) ao valor do arco (88,96 mm).

50 + 88,96 = 138,96 mm.

Portanto, o comprimento aproximado do material para esse tipo de peça é de 138,96  mm.
As coisas parecem mais fáceis quando a gente as faz. Faça o exercício a seguir e veja como é fácil.


Faça este exercício:


Se você estudou a lição com cuidado e fez os exercícios com atenção, não vai
ter dificuldade para resolver o desafio que foi preparado para você.




Fonte: Curso Profissionalizante de Mecânica - Telecurso 2000




Cald'nazza




CALDNAZZAfone

Olá amigos, já por algum tempo vocês usam as planilhas Caldnazza para Smartphone. Estava devendo uma atualização delas, como também dos Soft's próprios para usa-las com eficácia. 


Portanto vamos ao que interessa:

1- A nova planilha tem pelo menos 20 subplanilhas (Pacotão), sendo que lá estão as mais usadas na caldeiraria. Veja abaixo algumas delas.




Além destas há outras, sendo algumas traçados de caldeiraria, enquanto outras são cálculos que efetivamente nos ajudam e muito no dia a dia. Exemplos: cálculo de volume, de material e deslocamentos.




Mas ao abrir as subplanilhas você encontrará muitas outras, como é o caso da de cálculos de volumes abaixo. É importante lembrar de que ela é uma planilha a parte das outras, ou seja, não está na mesma pasta de trabalho. Foi desenvolvida a parte para o não pesar na hora de abrir. 



Portanto, você pode baixar a pasta zipada  e posteriormente  descompacta-la em um PC transferindo os arquivos para o celular, ou baixar em separado cada planilha. Nos dois casos deverá manter tanto a CALDNAZZAfone como a de cálculos de volume, numa pasta em comum.

Todas as planilha tem um link para retorna a página inicial, facilitando assim a navegação nestas subplanilhas, se posso chama-las assim. Veja a figura abaixo:





2- Você precisará de aplicativos para rodar estas planilhas em seu Smartphone, para isto segue abaixo o link de um destes aplicativos o WPS Office+PDF para o android.

Baixar o WPS Office+PDF. Para o sistema operacional Android.










Se o Link direto não funcionar, clique para baixar. Veja abaixo:



DICA D'HORA:
Saiba mais sobre este sistema operacional:

Android:






Cald'nazza

Processos de traçagem e conformação - Parte II

Processos de Conformação

Dobras de chapas e descontos de material:


Temos dois tipos de desconto de material, um para peças fabricadas em chapa dobrada e o outro para peças fabricadas em chapa calandrada. O PRIMEIRO PARA CHAPAS DOBRADAS. 

Entenda que para haver resultado temos regras a serem seguidas, por exemplo, para dobra de chapa em dobradeira que trabalham com régua tipo “prisma” na parte inferior e régua tipo “faca” na parte superior, neste caso a abertura superior do prisma tem que ser igual a oito vezes a espessura a ser dobrada, veja ilustração abaixo.


Existem pequenas tolerâncias nas dimensões do prisma, sempre para “mais”, nunca para “menos”, pois poderá haver esmagamento do material. Exemplo: se tivermos que fabricar um “U” em chapa dobrada temos que verificar se as cotas pedidas pelo desenho estão na parte “interna” ou “externa” da peça. Caso este solicite medidas internas, “não haverá desconto algum”. Ver desenho abaixo.


Como ficaria a planificação para a dobra respeitando depois de dobrado, o desenho de fabricação. 


Mas se tomarmos o mesmo exemplo porem considerando que as cotas do desenho de fabricação são externas conforme desenho abaixo.


Nas abas laterais de 50 mm “externo”, temos que descontar “uma” espessura para ficar com 40 mm, e na parte “central” cujo externo é 100 mm, temos que descontar “duas” espessuras de 10 mm ficando um total de 80 mm. Veja como fica a planificação deste exemplo para que depois de dobrado fique nas dimensões solicitadas pelo desenho.



Calandragem de chapas e descontos de material:


Primeiro temos que entender o porquê se deve fazer ou utilizar desconto de material para peças curvadas ou calandradas. Veja o exemplo abaixo:


Para fabricar peças circulares tipo tubos, anéis, etc. temos que respeitar sempre o desenho de fabricação e este vai pedir para que respeitemos as cotas fornecidas por ele, que pode ser o Ø externo ou Ø interno, mas nunca o desenho de fabricação nos fornecerá o diâmetro “médio”, este é calculado por nós.



Observe no desenho abaixo a chapa aberta e posteriormente calandrada.


Verifique que na mesma proporção que a parte interna do material se “contrai” a parte externa se “alonga”, desta forma o único diâmetro que permanece inalterado tanto no material aberto quanto calandrado é o diâmetro médio, também conhecido como diâmetro “primitivo”.


Calandragem, bisel e equipamentos

Existem alguns pontos que temos que respeitar, pois a nossa função é,

1º Seguir rigorosamente o desenho de fabricação,

2º Nunca em hipótese alguma deverá haver cruzamento de linhas de solda de nenhum tipo,

3º É obrigatório que se calandre sempre no sentido da “laminação” da chapa, ou seja, na parte das fibras de laminação (no comprimento da chapa ) veja na peça sem curvatura o sentido da laminação da chapa a ser calandrada,

4º Sempre verificar o detalhe de fechamento das bordas da peça para verificar se tem algum tipo de bisel e ou afastamento que gere um desconto no material da peça a ser calandrada, veja o exemplo tirado da vista em elevação no corte A-A.

BISEL

O que é Bisel ? Bisel é a preparação da borda de um elemento.
O que é ângulo do Bisel ? É o ângulo formado pela linha perpendicular da borda da chapa até o final da sua remoção de material ou preparação.

O que é ângulo do chanfro? É o ângulo total de preparação das bordas do material, ou seja, é a soma dos dois ângulos dos biseis.



Agora “atenção” em chapas de laminação a quente e de espessuras geralmente superior a 3 mm ou 1/8” e de bordas não aparadas. Estas bordas ou ponta de laminação, temos que obrigatoriamente descartá-las removendo no mínimo três vezes a espessura utilizada. Veja no exemplo abaixo:



Na dúvida, em corpos de vasos de pressão é obrigatório o ensaio com líquido penetrante nas bordas antes de, após os biseis terem sido executado para verificar se existe algum tipo de descontinuidade ou dupla laminação.

Após seguidos e verificados todos os cuidados necessários e principalmente a parte dimensional, estamos com a peça planificada ou desenvolvida pronta para ser formada, ou seja calandrada, para isto temos que observar seguinte ponto;
 - Que tipo de calandra temos para executar a calandragem?

Se for uma calandra de quatro rolos que é uma máquina moderna, conseguimos fazer as pontas da peça sem nenhum problema, porem se for uma calandra de três rolos, não podemos calandrar direito, pois temos que antes de calandrar curvar as pontas da peça. Como proceder e porque curvar as pontas.

Veja abaixo uma calandra de três rolos:



Agora vejamos nas figuras abaixo o que acontece se não fizermos as pontas antes de calandrar:



As dimensões x x do centro do rolo superior ao centro dos rolos inferiores (fig. 1) permanecerão retas pois a calandra não consegue curvar as pontas fazendo que as mesmas após calandradas fiquem na forma apresentadas na figura acima .
E como proceder para que isso não ocorra? Temos duas soluções:
1º - Medir o entre centros da calandra para fazer a peça, com esse sobremetal a mais, após a peça semi-calandrada, cortamos o material excedente antes do seu fechamento final e fazemos a preparação da borda.
 2º - Fazer a peça na dimensão exata e utilizar a ”canoa” (fig. 3) de chapa grossa como auxiliar da calandragem das pontas da peça. Veja figura abaixo:



Veja que desta forma se consegue uma boa calandragem nas pontas sem “desperdício” de material e sem mão de obra posterior para o corte e preparação das bordas, pois as mesmas já foram preparadas com a peça plana o que é muito mais fácil e rápido do que com a peça semi- calandrada.
Portanto daqui para frente ficaremos focados na parte de traçagem e seus respectivos cálculos.
Regras básicas:
1º - Nunca cruzar as linhas de solda.

2º - Sempre fabricar suas peças observando que o tamanho de seus equipamentos sejam compatíveis com o dimensional das peças solicitadas.





Fontes:
http://www.portalcedac.com.br/

Autor: Desconhecido. (Se você é o autor, por favor entre em contato para que possamos acrescentar seu nome aos créditos).



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